Comércio não é culpado, afirma presidente da Aciu
14/01/2021


Líder classista ressalta que aumento do número de casos de covid-19 na cidade não pode recair sobre comércio 


Receoso de que um novo lockdown seja instituído na cidade, o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba - Aciu, Anderson Cadima, tem realizado uma força-tarefa junto a sua diretoria para conscientização da população. “Nós temos alertado todos sobre os números, que subiram muito neste começo de ano. Em dezembro inteiro Uberaba registrou oito óbitos. Em janeiro, até o dia 9, já foram 12 óbitos. Em dezembro, foram 839  novos casos e, em janeiro, até o começo desta semana, registramos 813”, pontua.


Cadima ressalta que como previsto pelos especialistas, as primeiras semanas do ano registraram um aumento significativo de casos, advindo das festas de fim de ano. “As aglomerações têm sido cada vez mais constantes, festas, reuniões de amigos. Isso é preocupante e nos deixa receosos que o resultado seja um novo lockdown, onde mais uma vez o empresário irá pagar por uma situação que não causou. O comércio não é culpado”, afirma.


Em reunião esta semana com a prefeita Elisa Araújo, juntamente com outros líderes classistas, o presidente da Aciu se colocou à disposição para reforçar os pedidos de cuidado junto à população. “Nós iremos lançar uma campanha em nossas redes sociais este fim de semana, alertando os uberabenses dos riscos. Nós sabemos que todos estão cansados de pandemia, doidos para poderem ver e abraçar familiares, mas não podemos relaxar, não podemos nos descuidar, o vírus está aí”, salienta.


O presidente destaca ainda que durante a reunião com a prefeita, entregou à chefe do executivo um documento elaborado pela Federaminas - Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais, o “Manifesto Contra o Fechamento do Comércio - Lista de Reivindicações e Proposições”. O referido documento foi elaborado a partir de reunião na semana passada, com mais de cem presidentes de associações comerciais do estado, que contou também com a presença do secretário-adjunto de desenvolvimento econômico de MG, Fernando Passalio.


O conteúdo do manifesto tem como principal foco o posicionamento das lideranças classistas contra qualquer medida que venha a impor a suspensão das atividades do comércio, como tem sido promovido pelas autoridades competentes em algumas cidades. “O secretário-adjunto se colocou do nosso lado e também acredita que o empresariado não pode ser responsabilizado, que os setores de comércio e serviços não são os vilões da pandemia, e sim as pessoas que desrespeitam os protocolos de segurança sanitária, promovendo aglomerações e até mesmo festas”, ressalta Anderson.


“A atenção dos órgãos competentes precisa estar voltada para uma maior fiscalização e punição dessas pessoas, e não impondo fechamento aos comerciantes, que têm seguido as regras de distanciamento e as medidas de saúde e segurança”. O dirigente pontua ainda que o “auxílio acabou, não tem previsão de mais crédito subsidiado, não tem mais suspensão de contrato de trabalho, enfim, as medidas paliativas acabaram. Se o comércio fechar novamente, podemos ter sérios problemas de fechamento de mais empresas e aumento absurdo do desemprego”, conclui. 



Marcela Pires

Assessoria de Imprensa- Aciu

14/01/2021


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