Outubro Rosa reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama
06/10/2026

Durante todo este mês , o movimento Outubro Rosa amplia a discussão sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de mama. Mais do que uma campanha de conscientização, o período busca estimular as mulheres a conhecerem os fatores de risco, observarem possíveis alterações nas mamas e manterem o acompanhamento regular de saúde.


Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama em 2026. O número faz da doença o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, depois dos tumores de pele não melanoma.


Em Minas Gerais, a estimativa é de 8.430 novos casos em 2026, o que corresponde a uma taxa bruta de aproximadamente 77 casos para cada 100 mil mulheres. Os números mostram a dimensão do problema, mas também reforçam a importância de ampliar o acesso à informação, aos exames e ao tratamento.


Além da alta incidência, o câncer de mama também representa uma importante causa de mortalidade feminina. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) apontam que 20.849 mulheres morreram em decorrência da doença no Brasil em 2024.


Em Minas Gerais, foram registrados 1.932 óbitos por câncer de mama em 2024, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde. Embora o câncer de mama possa atingir mulheres de diferentes idades, o risco aumenta com o envelhecimento. De acordo com o INCA, cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos.

Um dos principais objetivos do Outubro Rosa é estimular as mulheres a procurarem os serviços de saúde diante de qualquer alteração suspeita.


Entre os sinais que merecem avaliação profissional estão: nódulo ou caroço endurecido na mama; mudança no tamanho ou formato da mama; retração do mamilo ou da pele; vermelhidão ou alteração persistente na pele; saída espontânea de secreção pelo mamilo, especialmente com sangue; alterações semelhantes à aparência de “casca de laranja”; caroço ou aumento dos gânglios na região da axila. A presença desses sinais não significa necessariamente câncer, mas deve ser investigada por um profissional de saúde.


Para mulheres de 50 a 69 anos que não apresentam sinais ou sintomas e possuem risco habitual, o INCA recomenda a mamografia de rastreamento a cada dois anos. A recomendação é diferente para mulheres que apresentam sintomas ou que possuem fatores que aumentam o risco da doença. Nesses casos, a avaliação deve ser individualizada por um profissional de saúde. Também é importante destacar que a mamografia de rastreamento é diferente do exame solicitado para investigar uma alteração já identificada.


Prevenção


Nem todos os casos de câncer de mama podem ser evitados, mas algumas medidas podem contribuir para reduzir o risco. Entre as recomendações das autoridades de saúde estão: praticar atividade física regularmente; manter o peso corporal adequado; ter uma alimentação equilibrada; evitar o consumo de bebidas alcoólicas; não fumar; amamentar, quando possível; manter consultas e cuidados de saúde em dia.


Conhecer o próprio corpo também é importante. A orientação atual não é realizar um autoexame rígido, seguindo uma técnica ou calendário específico, mas estar atenta às mudanças nas mamas no dia a dia.


Assessoria de Imprensa - Aciu


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