Setor de eventos e turismo em Uberaba também é afetado pelo coronavírus
23/03/2020


Eventos públicos e particulares foram suspensos e setor já contabiliza os prejuízos


Com a indicação dos órgãos de saúde para que a população permaneça em isolamento social, o setor de eventos e turismo na cidade já sente os impactos provocados pelo avanço do coronavírus. A Prefeitura Municipal de Uberaba publicou um decreto nesta sexta-feira, dia 20, deliberando sobre o fechamento dos estabelecimentos comerciais, de serviços e similares no município. Anteriormente havia sido publicado um outro documento suspendendo e cancelando eventos que acarretem aglomeração de pessoas como shows, exposições, jogos, cultos, feiras, leilões, reuniões sociais e outros. 


A empresária Maria Paula Mendes Carvalho, da empresa Catavento, do ramo de buffet e festas infantis, viu seu faturamento despencar neste mês de março. “Tive três festas canceladas, das quais tive que devolver o dinheiro aos clientes. E todas as outras destes meses de março e abril adiadas. A perspectiva é que só volte a normalizar em julho, ou seja, quatro meses sem faturar. Isso para uma empresa é inadmissível. Sem contar nos empregos indiretos que gero, de monitores infantis, empresas de balões, garçons, todos serão prejudicados, não apenas minha empresa. Acredito que para que o cenário pudesse ser menos negativo, os clientes poderiam remarcar as festas e não cancelar, assim não perderíamos tanto”, conta. 


O ramo da hotelaria na cidade também percebeu uma queda significativa em seu fluxo de clientes. O gerente de uma rede conhecida, dos hotéis Golden Park e Dan Inn, Flávio Aquino, destaca que o adiamento de um dos maiores eventos da cidade, a Expozebu, que ocorreria no final do mês de abril, não teve repercussão tão negativa nas reservas. "Boa parte dos hóspedes apenas adiaram o compromisso. Entretanto, o movimento de um modo geral caiu cerca de 50% neste mês de março", pontua. Ele ressalta que o quadro está sendo avaliado hora a hora no decorrer dos dias.


Somente na primeira quinzena de março, o volume de receitas do setor de turismo brasileiro caiu 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado, o que representa uma perda equivalente a R$ 2,2 bilhões. A estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada na última quinta-feira, dia 19, projeta ainda que os prejuízos já sofridos pelo setor têm potencial de reduzir até 115,6 mil empregos formais.


“Todos os setores serão afetados, uns mais, outros menos. Aquele empresário que conseguir encontrar uma alternativa para amenizar a crise, não sentirá tanto, mas aqueles que ainda mantém um modelo tradicional de negócio e que não se adaptarem, terão consequências talvez irreversíveis. O setor de turismo e eventos sente de imediato a crise, pois lidam com entretenimento, um dos primeiros itens cortados no orçamento quando ocorre alguma situação emergencial. Ainda mais agora, que estamos vivendo o isolamento social”, salienta o presidente da Aciu, Anderson Cadima. 


Segundo a CNC, as restrições impostas pelo protocolo de ação em nível global para frear o ritmo de expansão do novo coronavírus, o Covid-19, e o fechamento das fronteiras a estrangeiros em diversos países atingiram em cheio o deslocamento de passageiros no Brasil e no mundo. Apesar das medidas econômicas emergenciais adotadas no mundo, a queda no fluxo de passageiros tende a impor severas perdas ao turismo.


Por Marcela Pires - Assessora de Imprensa Aciu

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Marcela Pires
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