Estamos diante de uma eleição que merece muito mais do que preferências pessoais, simpatias partidárias ou decisões tomadas na última hora.
Precisamos pensar em Projeto de Nação, Projeto de Minas e Projeto de Região.
No plano nacional, nossas escolhas para a Câmara dos Deputados, para as duas vagas do Senado e para a Presidência da República terão influência direta sobre os rumos políticos, econômicos, jurídicos, institucionais e sociais do Brasil.
Em Minas Gerais, igualmente, precisamos analisar com muita responsabilidade quem terá condições de governar o Estado, representá-lo no Congresso e defender seus interesses com independência, equilíbrio, competência e capacidade de articulação.
E há Uberaba.
Precisamos perguntar, com a mesma seriedade: quem efetivamente poderá representar nossa cidade e nossa região? Quem conhece nossas potencialidades e nossas carências? Quem possui capacidade política para transformar demandas em projetos, projetos em recursos e recursos em desenvolvimento?
Não considero essa uma escolha simples. Ao contrário: talvez seja exatamente por ser difícil que ela exija de nós mais estudo, diálogo e responsabilidade.
Por isso, deixo uma sugestão a este grupo, formado por amigos e pessoas capazes de pensar além das paixões eleitorais: vamos estudar juntos.
Vamos conhecer os candidatos, suas histórias, propostas, realizações, compromissos, capacidade de articulação e, principalmente, aquilo que pretendem fazer pelo Brasil, por Minas Gerais e por nossa região.
Podemos até divergir nas conclusões — e isso faz parte da democracia. O importante é que nossas escolhas sejam conscientes, fundamentadas e feitas olhando não apenas para os próximos quatro anos, mas para as próximas gerações.
Talvez nunca tenha sido tão importante existirem grupos como este: espaços onde pessoas possam trocar informações, confrontar ideias, questionar, pesquisar e formar livremente suas próprias convicções.
O voto é individual. A responsabilidade por aquilo que construímos com ele é coletiva.
Uberaba precisa pensar em Uberaba.
Minas precisa pensar em Minas.
E o Brasil precisa voltar a pensar seriamente em seu futuro.
Não proponho aqui nomes.
Proponho consciência.
Porque reconstruções verdadeiras começam muito antes das urnas. Começam quando cidadãos decidem compreender o momento que estão vivendo e assumir sua parcela de responsabilidade pelo futuro que deixarão aos que virão depois de nós.
Fica a reflexão.
Antônio José Bessa Ferreira